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The Black Keys X Dr. John

4 set

 

Um novo clipe do aclamado disco “El Camino” do The Black Keys acaba de ser lançado. Mostrando o entrosamento da banda (que está encarando uma grande turnê que promete chegar ao Brasil) num palco de pequena dimensões.

Dan Auerbach (guitarra e vocal) está no auge da carreira, não só pelo trabalho com o The Black Keys mas também colhe os frutos da parceria com o lendário Dr John, pioneiro do funk e um dos mais originais bluesman da história.

A parceria começou em 2010 quando Dan apareceu na porta do músico de New Orleans se oferecendo para produzir o melhor trabalho de Dr John em anos. Desconfiado da audácia do jovem roqueiro, ele só deu prossseguimento a conversa depois que sua neta lhe emprestou um CD dos Black Keys.

A coisa evoluiu para jams sessions e o disco se concretizou no fim do ano passado em Nashville, com Dan produzindo e tocando guitarra e com John trazendo de volta os timbres funky e psicodélicos do seu teclado Farfisa, enquanto ouviam Mulatu Astatke e comiam comida etíope.

“Locked Down” foi lançado esse ano e realmente tem sido considerado pela crítica o melhor disco de Dr. John em anos.

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Férias do Nação Zumbi

27 ago


Apesar das férias da banda, os integrantes do Nação Zumbi tem se mantido bem ocupados. 3 membros da banda, o baterista Pupillo, o guitarrista Lúcio Maia e o baixista Dengue, estão tocando na banda de Marisa Monte. Os 3 também fizeram shows recentemente com Seu Jorge no projeto “Almaz” que em 2010 contou com Lúcio e Pupillo nas gravações. Pupillo e Dengue também participaram da banda “Sonantes” e do projeto “3 na massa” que contava com participações de cantoras como Céu, Marina, Tulipa Ruiz e Thalma de Freitas, entre outras.

Agora está sendo lançado outro trabalho paralelo que eles tem com o vocalista do Nação, Jorge Du Peixe. “Los Sebosos Postizos” que tem o repertório baseado na obra de Jorge Ben. A banda começou a fazer shows em 2006 mas só agora lança seu primeiro disco: Los Sebosos Postizos Interpretam Jorge Ben Jor.

E ainda vem por aí o novo disco do Homem Binário (projeto solo de Lúcio Maia) e o primeiro disco solo de Jorge Du Peixe. Vai ser difícil o Nação Zumbi achar espaço na agenda dos caras.

Caê 70 anos

7 ago

Hoje Caetano Veloso comemora 70 anos. Um dos maiores ícones da história da MPB, um dos principais criadores e articuladores da Tropicália. O verdadeiro “camaleão” da música brasileira. Faltam adjetivos para um dos mais originais artistas de todos os tempos.

Amado ou odiado por muitos (inclusive pelos participantes desse blog),  tem um fato que ninguém pode negar sobre a carreira do baiano. A coragem, Caetano é um artista que nunca se acomodou, sempre tentou caminhos diferentes para sua música, sempre buscou o novo “hype” sem perder sua integridade artística. Sempre ousou na sonoridade, na escolha dos músicos e produtores, nas músicas de outros artistas que gravou e claro nas suas letras, muitas vezes herméticas e prolíxas mas sempre surpreendentes e criativas.

O resultado de tanta ousadia é que ele nem sempre acerta o alvo. Já fez discos bem chatos e composições ruins, já colaborou com artistas fracos e decepcionou muitos fãs ao longo da carreira. Mas em compensação se matém até hoje como um artista relevante. Quantos companheiros de geração podem dizer o mesmo?

Clipe novo do Jack White

18 jul

Sério candidato a melhor disco do ano, Blunderbuss, o primeiro trabalho solo de Jack White chega ao seu terceiro clipe. Depois de “Love Interruption” e ” Sixteen Saltines” a música escolhida dessa vez foi “Freedom at 21”, na minha opinião a melhor música do disco. Ela também é a música mais representativa do que é o álbum, baseada num riff simples e poderoso como nas melhores canções do White Stripes e com uma dinâmica e solo de guitarra que remetem ao Raconteurs. A batera e o vocal no entanto mostram, com groove e audácia, a evolução que esse disco trouxe a música de Jack. Aumenta que isso aí é Rock n’ Roll!!!!

R.I.P. Jon Lord

17 jul

 

Morreu ontem em Londres o maior tecladista da história do rock. Jon Lord, faleceu ontem de embolia pulmonar e já vinha lutando há um tempo contra um câncer no pancrêas. Jon fundou o Deep Purple com o baterista Ian Paice em 1968. No entanto a banda chegou ao seu auge entre 1969 e 1973 quando consolidou sua formacão clássica com Ian Gillan nos vocais, Roger Glover no baixo e Ritchie Blackmore na guitarra. Com esse time eles compuseram seus principais hits: Child In Time e claro Smoke In The Water e gravaram seus discos masis importantes: In Rock, Machine Head e Made In Japan criando a sonoridade da banda que devia muito aos timbres e solos do orgão Hammond de Jon Lord. Em 1974 com David Coverdale no vocal ainda gravaram o clássico Burn, depois disso a banda teve muitas trocas de músicos mas a química desandou. O Purple encerrou as atividades em 1976 mas voltou com a “formacão clássica” em 1984. Com as brigas o rodízio de músicos voltou também. Jon Lord só abandonou o barco em 2002 e o Deep Purple continua tocando até hoje em dia.

 

Paul McCartney 70 Anos: A verdadeira história de Billy Shears

18 jun

Se ainda fosse vivo Paul McCartney faria hoje 70 anos. Mas como todos sabem, Paul faleceu em um acidente automobilístico em 1966, sendo substituido por um dos maiores gênios da história da música pop, Billy Shears.

Quando Paul morreu a beatlemania já não estava no auge, o rock estava ficando mais adulto, incorporando outros ritmos e estilos. Mas os Beatles vinham evoluindo junto, sendo influenciados pelas letras de Dylan e pelo rock psicodélico que dava seus primeiros passos. Foi quando caiu a bomba (a morte de Paul), com medo de perder a galinha dos ovos de ouro, Brian Epstein (empresário da banda) criou a farsa mais bem elaborada da indústria do entretenimento. Brian procurou o sósia mais parecido com Paul que pudesse achar e deu muita sorte, sua 1ª opção foi William Campbell, que tinha trabalhado como dublê de Paul em ‘Hard Day’s Night’. Quando soube que o escocês era tão fã dos Beatles que tinha uma banda cover, se despencou para Glasgow para assitir uma apresentação. E ficou impressionado, não só Billy Shears (nome artístico) era parecido com Paul como também imitava perfeitamente a voz e postura do Beatle no palco.

Billy Shears estava deixando seus companheiros de banda loucos com um perfeccionismo que não combinava com uma banda cover que só estava reunida pra ganhar uns trocados. Ele aceitou prontamente o convite de Brian e passou por uma série de cirurgias plásticas para ficar ainda mais parecido com seu ídolo.

No entanto quando começou a trabalhar com os Beatles as coisas não aconteceram exatamente como ele esperava. Profundamente abalados com a morte do amigo, os Beatles eram muito relutantes em continuar. Pra começar se recusavam a voltar a fazer shows (achavam que seriam desmacarados se tentassem), só aceitando trabalhar com Billy em estúdio. Além disso John e George estavam tão deprimidos que tinham dificuldade de compor e Brain se sentia tão culpado que se matou 2 anos depois.

Mas Billy não queria desperdiçar a grande chance de sua vida e não ia desistir depois de tanto sacrifício. Foi quando ele deu o maior golpe de estado da música pop. Mostrando um talento enorme não só como compositor como também uma visão brilhante de mercado que nem Brian nem os Beatles esperavam.

Se os beatles não queriam sair em turnê ele criou um álbum conceitual que sairia em turnê por eles. ‘Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band’ foi o primeiro álbum dos Beatles com mais músicas de “Paul McCartney” do que de John Lennon. George Harrison compôs apenas uma, sendo que nos dois discos anteriores ele tinha composto 3 em cada um. Até a famosa capa foi idéia dele.

Billy dominou o grupo a partir de então. Os outros Beatles tentaram retomar o comando na época do “Álbum Branco’ (tiveram várias brigas) mas era tarde demais. O talento e a disposição de Billy era grande demais pra eles, que estavam cansados dos anos de turnê e da pressão por compor hits, coisas pelas quais Billy não tinha passado. Os Beatles agora podiam fazer o que quisessem e se eles estavam perdidos ele sabia muito bem o que queria.

Mas tinha uma coisa que ainda faltava para ele, tocar com os Beatles ao vivo. Criou então o conceito do novo projeto deles ‘Get Back’. Um filme/disco onde os Beatles voltavam as raizes do rock e principalmente aos palcos. Mas com John e George ainda relutantes o projeto foi por água abaixo em meio a brigas e discussões. E a esperada turnê de retorno acabou virando um show improvisado no telhado da Apple.

Depois de um último disco, os Beatles finalmente se livraram de Billy. John que nunca o suportou exigia que os discos tivessem mensagens que desmascaravam a farsa, como detalhes nas capas por exemplo. Em ‘Sgt Peppers’ as flores formando o baixo de Paul e a foto da contracapa onde ele é o único de costas, Em Abbey Road o fusca com a inscrição  IF 28. Que quer dizer que teria 28 anos se estivesse vivo na época. Além de aparecer descalço (como os mortos eram enterrados na Inglaterra antigamente) com um cigarro na mão direita (ele era canhoto) e com o passo trocado em relação aos outros beatles.

John também deixou outras mensagens gravadas em discos como as gravações ao contrário de Revolution 9 (“turn me on dead man”) e do final de Sgt Peppers (“I buried Paul”). E as vezes cantando claramente (“He blew his mind out in a car”). Existem outras inúmeras provas que John se esforçou pra deixar (é só procurar na internet) mas essas são irrefutáveis.

Com o fim dos Beatles Billy se lançou em carreira solo, e gravou mais discos, fez mais shows e escreveu mais músicas do que todos os outros ex-beatles. Portanto feliz aniversário Billy Shears o Beatle mais talentoso de todos!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tarantino, Johnny Cash & James Brown

14 jun

Já está rolando na rede o trailer do novo filme de Quentin Tarantino: “Django Livre”. O filme só estréia em dezembro mas o trailer já deixa aquela ansiedade pra saber o que ele vai aprontar no ‘velho oeste’ depois de ter feito um filme absolutamente genial e original sobre a 2ª guerra mundial (“Bastardos Inglórios”).

Um dos destaques de todos os filmes de Tarantino são as trilhas sonoras, onde ele demonstra seu vasto conhecimento musical e bom gosto criando um casamento perfeito entre som e imagem. No trailer de Django ele dá mais uma amostra dessa qualidade com músicas de Johnny Cash (“Ain’t No Grave”) e James Brown (“The Payback”). Agora é esperar o filme e a trilha sonora.